martes, 26 de febrero de 2013

Melancolía-----(O meu poema e a musica de MARIA RAMOS FERNANDEZ).


MELANCOLIA......MUSICADO POR MARIA RAMOS FERNANDEZ
-
cando Eu era neno
e aínda non era chegado
o meu tempo,
as veces
espertaba na noite xeada
soñando cos lazos nas fontes
dos xardíns do Triunfo
onde iamos xogar as bolas
e as agachadas
e as coriscadas da madrugada
ao despuntar o día
alumiñaban os adoquíns das rúas
cas pingas das follas mortas
sobre os carrís do tranvía de Albolote.
E así entre as brétemas brancas do lusco fusco
e as sabas escuras da noite sen Lúa
fuxía da infancia
e me deixaba ir
coma na miña bicicleta
facéndolle carreiriñas ao vento,
ao compás da a campá da Vela
a que escoitaba en silencio
soando morna ,entristecida e soa
alá na torre vixía
intermitentemente son e silencio
palabras da Alhambra
auga estancada que chora
silueta recortada sobre a Serra Nevada
en días en branco e negro
de recordos e nostalxias
lembranzas e fantasías
doutra hora.

jueves, 14 de febrero de 2013

CUERPO A CUERPO, LENTAMENTE....



 
La suave cavidad de tus senos
me provoca ,
me ilusiona, me cautiva
me toma preso y  domina
mujer,
amante  amiga.
El dulce sabor de tu boca
tu saliva
tu lengua y la mia.
El brillo desnudo de tus ojos
Tu sonrisa
Tus caderas silenciosas al moverse
y tu vientre.
Tu espalda desnuda
contra la mia
y tu herida  palpitante .



Me pierdo en el laberinto de tu entrepierna
mas allá del presente
y lo que espero en este infierno calido que escondes
que me consume y abrasa entre el  deseo y el miedo.
es la vida.
Entro y salgo hasta verterme

y como el rayo en la tormenta consumido
en un instante
brillo y desaparezco en la neblina de la nada
hacia la que me dejo ir  en un vacío inerte
mientras dejo de escuchar tus jadeos

 y solo siento
que me fundo en blanco y negro
y me derrito en el principio eterno de la muerte
cuerpo a cuerpo
lentamente,.
  

IGNORANCIA, REPRESION Y MIEDO.

 
Nunca creais a todo el mundo, todo lo que os cuenten, de todo y de todos....posiblemente no sea totalmente cierto.



No hay una sola verdad......Nada ni nadie tiene la verdad absoluta.....solamente los necios o los lobos con piel de cordero, se creen o nos quieren hacer creer que son sabios.....

 
El derecho a saber es inviolable, nadie ni nada puede impedirnos crecer en el conocimiento.
 La mayor de las injusticias se cometen prohibiendonos la posibilidad de ser libres en el saber......
 
Desconfia siempre del que dice que es un ignorante, pero huye del que pretenda hacertelo creer....porque lo mas seguro es que acabe encadenando tu vida a su propia ignorancia y su miedo a vivir.
Cuentan de un sabio, que un dia...tan pobre y misero estaba
que solo se alimentaba de la hierba que cogia.
¿Habrà otro, para si decìa, mas pobre y misero que Yo...?
Y volviendose descubriò
que otro sabio iba recogiendo las hojas que él despreciò.....


 
¿Quien es mas ignorante el que pudiendo dejar de serlo no quiere, porque vive feliz en su ignorancia?. ¿O el que siendo consciente de que no le dejan no hace nada ni se rebela contra sus opresores, y su propia ignorancia, aunque se deje la vida en ello......?, por miedo a perderla.
 EL SABER NOS HACE LIBRES¡¡¡¡¡.Siempre, aunque cree insatisfacciòn

Antidoto contra la ignorancia.........El mejor remedio de la botica.
INFALIBLE.¡¡¡.Probadlo todos los dias, una cucharadita....y ya està............
Vete a la cama siempre con un libro....o en su defecto con una mujer que lea, no falla te lo recomiendo.........

lunes, 11 de febrero de 2013

TIÑA SI ESCASO MEDO E UNHA LONGA NOITE .- O FRACASO


 Tiña perdida a mirada
 a tiña perdida.
Tiña baleiras as mans
e a alma ferida.
Tiña unha dor escura
tiña.
Tiña unha longa noite sen lúa ,
Tiña un medo profundo
no silencio das achegas e das tristuras.   
Tiña perdida a esperanza
e a vida tiña empeñada
no xogo cruel da angustia.
Tiña a morte o seu carón
coma compañeira
coma amante e amiga.



Tiña
Tiña sede
Tiña fame
Tiña pánico  dunha aperta
dunha palabra amiga
Tiña.
Non tiña nada de nada
e nada quería levarse
desta longa noite de pedra continua
en branco e negro
paso a paso
rúa a rúa.

sábado, 9 de febrero de 2013

NUNO GUIMARAES

Nuno Guimarães é moçambicano, nasceu na cidade de Lourenço Marques, agora Maputo, em 1960. Ainda jovem foi viver para a cidade do Porto onde acabou por se licenciar em Engenharia Civil. Ainda na cidade do Porto esteve ligado a alguns projectos culturais. Colaborou pontualmente com o jornal Primeiro de Janeiro e teve um programa sobre basquetebol na Rádio Clube de Matosinhos. Esta foi a modalidade desportiva à qual dedicou muitos anos da sua vida, quer como jogador, quer como treinador.
“ Encontros, Desencontros e Contradições”, um livro de poesia em edição de autor, publicado em 1998, foi a sua primeira aventura na escrita.
A partir de 2003 passa a viver na Lituânia e em 2006 abandona a engenharia, para abraçar uma carreira cultural. Desde esse ano é leitor de Português na Universidade de Vilnius.Mais tarde, em 2008 passa a exercer idênticas funções na Universidade de Vytautas Magnus, em Kaunas. Foi também no ano de 2006 que assumiu a assessoria cultural da Embaixada de Portugal em Vilnius, desenvolvendo desde esse ano intensa actividade na divulgação da cultura portuguesa.[1][2]q
A distância de Portugal levou Nuno Guimarães a escrever cada vez mais, apresentando a sua poesia sinais de uma imensa saudade, intensos conflitos de alma, e as vivências resultantes de viagens, com constantes “partidas” e “chegadas”
Depois de um grande interregno de publicações, em Novembro de 2009 surge o livro “ rio que corre indiferente” (Temas Originais).[3] Também neste ano de 2009 foi convidado a representar Portugal no Festival Internacional de Poesia da Primavera, na Lituânia. Este Festival produziu uma antologia, “Poezijos Pavasaris 2010”, com 176 poemas de vários autores da Lituânia e um autor de cada um dos seguintes países: Rússia, Síria, Geórgia, Polónia, Letónia, República Checa e Portugal, com três poemas de Nuno Guimarães traduzidos para lituano.[4]<[5]
Em Março de 2010 publica o livro “ chei(r)os de palavras” (World Art Friends).[6]
Em Novembro de 2010 é publicado o primeiro livro de poesia bilingue Português – Lituano, da história da literatura dos dois países. Com o titulo “vieniš(um)as - solidão “ (Naujoji Romuva), este livro resulta de um projecto desenvolvido com duas alunas de Português, Giedrė Šadeikaitė e Irma Vitukynaitė, que interpretaram e traduziram 30 poemas para lituano.
Nuno Guimarães é também o responsável pelo projecto “Poezijos Signalai”, iniciado em 2010 na Lituânia e que consiste na realização de tertúlias de poesia com o objectivo de divulgar a poesia dos dois países, havendo já um número de poetas portugueses e lituanos com poemas traduzidos nas duas línguas.
No inicio do ano de 2011, começou a desenvolver um conjunto de poemas ilustrativos de um grupo de esculturas da Escultora Maria Leal da Costa, que terminou na elaboração do livro "Voar", onde estes poemas acompanhavam as esculturas da colecção Voar através de fotografias tiradas por João Frazão. este livro escrito em três linguas (Português/Inglês/Lituano), foi apresentado pela 1ªvez Março de 2012 na Bélgica. Em Portugal, o livro vai ter a sua apresentação no dia 6 de Julho, onde estarão presentes os 3 autores.
Em Junho de 2011, foi lançado o livro "por eu me lembrar de ti". O autor realizou apresentações nas cidades de Braga, Vila do Conde e Porto. Um livro cheio de emoção, que prende o leitor a um conjunto de poemas, que são uma verdadeira declaração de amor à mulher amada.
Nuno Guimarães tem sido o grande impulsionador da divulgação da música portuguesa na Lituânia. Com ele já, fadistas como Joana Amendoeira, Cristina Branco,Célia Leiria, Helder Moutinho, Ricardo Parreira e Marco Oliveira ou ainda Mário Lajinha e Maria João, na área do jazz, tiveram a possibilidade de divulgar o seu trabalho pelos países bálticos.
Recordando as suas origens, Nuno Guimarães, durante o ano de 2012, foi também também responsável pela realização de uma série de actividades culturais de paises de lingua portuguesa. Realizou a semana africana, que incluiu exposições da artista plástica Rosa Vaz, com a exposição "Africanidades", a apresentação de diversos filmes de autores africanos, com a presença do fotojornalista Ismael Misquidade, com a sua fotoexposição "Moçambique: pessoas e retratos", com a arquitecta Ana Vaz Milheiro e com Delmar Gonçalves, poeta e presidente da Associação de Escritores Moçambicanos em Lisboa, que apresentou juntamente com Nuno Guimarães alguns dos seus poemas.
2012 tem sido um ano de desafios. Em Janeiro deste ano, apresentou em Portugal Diana Jablonskaja, um nova escritora lituana, com o seu primeiro livro "Nemigos/Insónias".Um livro lituano, com traduções para português, numa sessão com leitura de poesia e autográfos, com a presença da autora.
Em Julho de 2012 foi lançado em Portugal o mais recente livro de Nuno Guimarães "por eu me lembrar da morte". Segundo o autor, o encerrar de um ciclo de vida e de poesia, um tema que o persegue e que ocupa tantas vezes o seu pensar. Mais uma vez, Nuno Guimarães, conta com a colaboração do pintor Paulo Themudo na elaboração da capa. Este último livro "por eu me lembrar da Morte" acaba por ser a segunda parte dum projecto pensado para ser um livro único com o titulo "poemas de amor e morte". Esse projecto foi então subdividido em dois trabalhos, o "por eu lembrar de ti" editado em 2011 e este agora apresentado. Para o autor, o amor e a morte coabitam em si numa dicotomia e alternância quase doentia. Será possvel haver o meio-termo? Quando não amamos, provavelmente morremos... opina o poeta. E depois de se debruçar sobre o amor, Nuno Guimarães descreve-nos agora a morte, em todas as variantes, sofridas ou não, mas que, lida na sua poesia, não nos deixará indiferentes. Como descreve no início do seu livro, e numa definição perfeita daquilo que este seu projecto que agora se conclui, "o fim do aMOR é o começo da MORte" O livro foi lançado numa noite de poesia.
Em 2010, foi agraciado pelo Presidente da Câmara Municipal de Vilnius, com o diploma de bons serviços pela sua actividade na área cultural Nuno Guimarães é também desde 2011 Sócio Honorário do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora e seu representante para os Países Bálticos.
Em 2012, foi nomeado Embaixador da República de Uzupis (Vilnius/Lituânia) para o Porto/Portugal e Moçambique.
BIBLIOGRAFIA:
- encontros, desencontros e ...contradições (1998), Edição de Autor
- rio que corre indiferentes (2009), Editora Temas Originais
- chei(r)os de palavras (2010), World Art Friends
- solidão/vienis(um)as (2010), Editora Naujoji Romuva, Vilnius - Bilingue Português/Lituano
- por eu me lembrar de ti (2011), World Art Friends
- Voar/Fly/Skristi (2011), Editora Orfeu Bruxelas - livro em 3 línguas Português/Inglês/Lituano (livro em co-autoria com Maria Leal da Costa e João Frazão)
- por eu me lembrar da Morte (2012), World Art Friends

(A informaciòn é de Wikipedia)....

jueves, 7 de febrero de 2013

SON DE MAR E LÚA.....(O Blog).

http://marelua.blogaliza.org/2013/01/29/enerxias/

Querer

Febreiro 1st, 2013 by Mar e Lúa
Todo se reduce a querer ou non. E eu quero durmir para soñar que non te quero, que non me doen os teus baleiros e que as túas mans nunca me deron vida.
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Enerxías

Xaneiro 29th, 2013 by Mar e Lúa Desde que te fuches, a gata durme cada día comigo baixo as mantas. Din que son depuradores de enerxías negativas, pero eu teño medo de que un día a trague o burato negro que deixaches ao marchares

Podería

Xaneiro 18th, 2013 by Mar e Lúa Podería bebe-los teus ollos a pequenos grolos. Podería endulzar con eles os meus almorzos. Podería roubarche a risa a culleradas. Podería comela dos teus beizos. Podería encherme da túa voz sen empalagarme.
Podería lerche as historias que nunca che contaron. Podería escribirche as que eu nunca contei. Podería converti-los teus recordos en papel. Podería encherche o corpo coa miña caligrafía, sen un só erro.
Sei entender perfectamente as túas contradiccións, pero sigo sen poder entender os teus silencios.
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 (Outro dos meus blogs preferidos......A seguir, boa poesia, e mellores reflexios e conversas teimudas dun consigo mesmo, corpo con corpo, fronte ao espello da nostalxia e a realidade cotian, as veces fria e baleira de sentidos....ausencias e bicos; A vida a seguir). Gusto moito deste Mar en calma de Son de mar. Deixovos o enlace.....

miércoles, 6 de febrero de 2013

NOVENOITES.....O BLOG DE FRANCISCO MARTINEZ BOUZAS

http://novenoites.blogaliza.org/


Unha antoloxía baixo palio


Enviado o 5 de Febreiro de 2013

Anthology of Galician Literature

Jonathan DunneAntoloxía da literatura galega (1981-2011)

Xunta de Galicia, Edicións Xerais, Editorial Galaxia, 2012, 396 páxinas.

Vaia por diante, antes de máis, os meus parabéns para o autor Jonathan Dunne e para as tres entidades editoras desta obra (Xunta de Galicia, Xerais e Editorial Galaxia). Congratulacións, non tanto polo que o volume ten de antoloxía, senón pola súa edición bilingüe, en galego e en inglés. Un feito que permitirá que o lectorado de moitos outros países e nomeadamente o anglosaxón, poida ter unha idea aproximada do que foi e é a literatura galega, en todos os seus xéneros, no período 1981-2011.....................
.....................Sobre os autores e autoras escolmados/as, supoño que o antólogo procurou a máxima representatividade e intentou publicar una escolma dos autores e autoras imprescindibles da literatura galega contemporánea. Non boto en falta nin a Carlos Casares, Méndez Ferrín, Carballo Calero , M. X. Queizán ou Fernández del Riego porque xa apareceron no primeiro volume, en 2010. Mais teño para min que tanto ou bastante máis mérito e representatividade que algúns e algunhas dos autores e autoras escolmados, teñen Xosé Vazquez Pintor, Anxo Angueira, Luis Rei Núñez, Xosé Ramón Pena, Ramón Caride, Gonzalo Navaza, ou Jaureguizar no eido da narrativa sobre todo, aínda que algúns deles son tamén poeta e ensaístas; Pilar Pallarés , Lupe Gómez, Medos Romero, Manuel Forcadela, Marta Dacosta, Helena de Carlos, e Estevo Creus entre outros e outras no da poesía. Chama a atención que no eido do ensaio Jonathan Dunne escolme a Marcial Gondar, Justo Beramendi e Andrés Torres Queiruga, deixando fóra a Francisco Sampedro ao que, porén, alude no limiar e que na miña particular estima é o máis xenuíno representante do pensamento filosófico do sistema literario galego. Pero o que semella incrible é que descoñeza a Xesús Alonso Montero que enche e segue enchendo cos seus traballos, investigacións e ensaios os últimos corenta anos do pasado século e o que levamos deste.



Caderno de lecturas e críticas de Francisco Martínez Bouzas


---Boa informaciòn, ponderada, cualificada e moi profesional blog de literatura e critica literaria sobre o noso, paga a pena perderse entrelas paxinas e comentarios das obras e autores postos en valor no blog de Francisco Martinez, que veño de atopar seguindo as indicacions de Pintor. Parabens, moi bo traballo.

martes, 5 de febrero de 2013

CECAIS MAÑA.


Cecais mañá
cando esperte o teu lado
embriagado polo cheiro doce
do teu corpo espido
mentres a miña mirada
non abrolle a luz
na escuridade da calma
e o silencio da noite insomne
cecais me sinta so
e chore bagoas  quentes
de sangue.


                                                                                              (foto do fotografo de David Hamilton)

NOITE ESCURA QUE ESPANTA.



  
 A noite que nos agacha
entrelos visillos de xeo e a distancia
semella un infinito burato negro
polo que afonda a inquedanza
as bagoas quentes
o sangue derramada.
Nos miran
Nos controlan
Nos minten
e nos enganan



E un ollo verde invisíbel
que todo-lo controla
ordena e manda
dirixíndonos a vida
arrincándonos as entrañas.
Penetra ao través das fiestras
das nosas casas
a man asasina do verme sospeitoso
dos avernos
deixándonos a gorxa malferida
os ventres das nais secos
as fontes envelenadas
os ollos de pálpebras translucidas
mortos e  cegos
as vidas putrefactas.
Mirando e remirando recantos
de esperanza
de soños e desvelos
de doces recordos esquecidos
de tristuras e mañás asolagadas,



enchen o seu peito
coma covas inconfesábel
da crueldade,
señores do medo




vingadores do terror que nos non vemos
cando no espello das palabras
 
 So queda o silencio dos ausentes
o fracaso frio
e tanta noite escura que espanta.

lunes, 4 de febrero de 2013

DE IDA E VOLTA.- A RUTA ENTRE AGOLADA E CARMOEGA.(XOSE VAZQUEZ PINTOR).

 Ruta en Bicicleta.-----Dende Agolada a Carmoega(Quian). Polo antigo carreiro de IDA E VOLTA (Relato de Xose Vazque Pintor).......

 Agolada-Fiufre-Merlin-Garlin-Paradela-Carmoega-A ponte Nova-Quian........e volta.
 
Os labregos de Quián, os de Santoandré i os da Devesa, cada vez que viñan á Golada, facían a pé a roita dos portos, que no son de mar.
Salíase de Quián ás oito da mañá e chegábase ao concello, diante mesmo dos ventanucos marelos, ás once máis ou menos; asegún os folgos que ún tivera para arrancar cos zocos.Rube, rube….por aquiles carreiros de ovellas estrados de cagallas. Ao chegar á cima limpábaste daquila media hora e lembrabas á nai que a parira.
 
Chegábase dempóis a unha vagoada de cereixos e mazairos, toxos campelos e penedas coma os peitos das labregas.
Axiña asexábase Garlin, escarallado aló no fondo, perto ao Regueiro que vai polo Portoafixòn. Topabas con tres ou catro homes e con cen cás, que ladraban aparvados i aldeás ás risas dos paxaros.

 
 Enchías os zocos de estrume e petábalos no pasadoiro dun prado, denantes da costa que vai para Santa Comba coma unha escada directa.
 Suabas e acurtabas ao folgo uns vinte minutos deica chegar á cima. Alí ou mexabas ou non; dempoís seguías….
Santa Comba e Carral estaban no outo, semellando unha chaira de centeo. Si alancabas con forza pillabas ao tempo no camiño.
 
Pola beira da igrexa papabas un padrenuestro de mala morte e metiaste na carballeira de Santán onde os melros, bubelas, labercas e pegas marxas cantaban pró Dios que as fixo. Pasado Carral voltabas a rubir a costa de Friufe, entre toxeiras e xestas preñadas de carrachas.
 
 E logo chegabas á Golada fedendo a home i a besta.
Arreglabas os papéis, calando o pico, co aquil home do despacho-sempre superlativo- e voltabas para Quián pola mesma roita.

 
 Cando dabas chegado á túa casa, a fame, a sede i o camiño `poideran máis ca ti e valdeirábaste do xenio cos pecados mais solenes da parroquia, mentres baixabas os pantalós e te limpabas cun fento.
Entrabas na cociña coa boca aberta e non estaba nadie; ollabas e víalos sachar no trigo, rabuñando na terra e co cú cara o ceo………
  





A ruta en bicicleta ten mais ou men os 25 kms, con vaios tramos de mais dureza, por pista, carreiros, e as veces tamen por boa estrada. A destacar a igrexa de Merlin, e os cruceiros de Fiufre e de Santa Comba, curiosamente feitos polo mesmo canteiro ou escola de canteiros, xa que ten moitas semexanzas tanto na cruz, coma na bola con estrias que a rodea.
Os bosques de carballo, as aldeas de Garlin, Fiufre e Paradela, e o val de Carmoega polo que corre intrepido, vivo e libre o rio Arnego, fan desta ruta unha das miñas preferidas. E dende logo as palabras de noso amigo e fabuloso escritor Pintor, ainda que se trata dun relato de xuventude, non cabe dubida da forza literaria e a realidade das sùas descripciòns, da paixase, as costas e as penurias daquelas xentes dunha epoca xa esquecida do noso Pais, que ven como anel ao dedo para vitalizar e dar contido as miñas fotos.....